Três congressistas testam positivo para Covid-19 após invasão ao Capitólio

Democratas contaminados dizem que congressistas do Partido Republicano se negaram categoricamente a usar máscaras enquanto todos estiveram confinados em uma sala durante várias horas, protegidos dos invasores. Republicano Jake LaTurner anunciou que testou positivo na noite de quarta, logo após os incidentes. Legisladores se preparam para evacuar a galeria da Câmara enquanto manifestantes tentam invadir o local, em foto de 6 de janeiro AP Photo/J. Scott Applewhite Três legisladores democratas testaram positivo para o novo coronavírus, após terem se abrigado em uma sala com outros parlamentares, alguns dos quais não usavam máscaras, durante a invasão ao Capitólio, sede do Congresso americano, na semana passada. O caso mais recente, divulgado na tarde desta terça-feira (12) é o do legislador democrata na Câmara de Representantes Brad Schneider. "Infelizmente, recebi um resultado positivo para um exame de covid-19", revelou em sua conta no Twitter. Schneider disse ter "escapado por pouco de uma multidão raivosa incitada a atacar o Capitólio e seus ocupantes por parte do presidente" Donald Trump, e que precisou se confinar juntamente com outros colegas em uma sala. "Vários congressistas republicanos presentes no recinto se negaram categoricamente a usar máscaras", assegurou. Sua colega de partido, Pramila Jaypal, também destacou no Twitter ter testado positivo após ficar confinada na sala com parlamentares republicanos que se negaram a usar a máscara. "Muitos republicanos se negaram a tomar precauções mínimas contra a covid-19 e usar uma simples máscara em uma sala lotada em meio a uma pandemia, o que provocou um incidente super-transmissor em meio a um ataque do terrorismo nacional", acrescentou Jaypal, que voluntariamente se colocou em quarentena. A legisladora assegurou que estiveram no recinto por "várias horas", durante as quais "vários republicanos não só se negaram a usar uma máscara, mas debocharam dos colegas e o pessoal que as oferecia", continuou. Em sua opinião, estes deputados demonstraram uma "estupidez egoísta" e não deveriam voltar a se sentar em seus assentos. Horas antes, outra representante democrata, Bonnie Watson Coleman, de 75 anos, havia anunciado que estava infectada. Segundo um comunicado de seu gabinete, a legisladora acredita ter sido exposta ao coronavírus "devido aos distúrbios insurrecionais" da quarta-feira passada. O médico do Congresso, Brian Monahan, advertiu os funcionários neste fim de semana que poderiam ter sido expostos ao coronavírus durante o tempo em que permaneceram abrigados da turba de seguidores de Donald Trump, que na quarta-feira passada ocupou por várias horas o Capitólio para evitar a certificação da vitória conquistada por Joe Biden em novembro. Um representante republicano, Jake LaTurner, havia anunciado que testou positivo para o coronavírus na noite de quarta-feira, logo após os incidentes. Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia de Covid-19, com mais de 22 milhões de casos e cerca de 376 mil mortes.

Três congressistas testam positivo para Covid-19 após invasão ao Capitólio

Democratas contaminados dizem que congressistas do Partido Republicano se negaram categoricamente a usar máscaras enquanto todos estiveram confinados em uma sala durante várias horas, protegidos dos invasores. Republicano Jake LaTurner anunciou que testou positivo na noite de quarta, logo após os incidentes. Legisladores se preparam para evacuar a galeria da Câmara enquanto manifestantes tentam invadir o local, em foto de 6 de janeiro AP Photo/J. Scott Applewhite Três legisladores democratas testaram positivo para o novo coronavírus, após terem se abrigado em uma sala com outros parlamentares, alguns dos quais não usavam máscaras, durante a invasão ao Capitólio, sede do Congresso americano, na semana passada. O caso mais recente, divulgado na tarde desta terça-feira (12) é o do legislador democrata na Câmara de Representantes Brad Schneider. "Infelizmente, recebi um resultado positivo para um exame de covid-19", revelou em sua conta no Twitter. Schneider disse ter "escapado por pouco de uma multidão raivosa incitada a atacar o Capitólio e seus ocupantes por parte do presidente" Donald Trump, e que precisou se confinar juntamente com outros colegas em uma sala. "Vários congressistas republicanos presentes no recinto se negaram categoricamente a usar máscaras", assegurou. Sua colega de partido, Pramila Jaypal, também destacou no Twitter ter testado positivo após ficar confinada na sala com parlamentares republicanos que se negaram a usar a máscara. "Muitos republicanos se negaram a tomar precauções mínimas contra a covid-19 e usar uma simples máscara em uma sala lotada em meio a uma pandemia, o que provocou um incidente super-transmissor em meio a um ataque do terrorismo nacional", acrescentou Jaypal, que voluntariamente se colocou em quarentena. A legisladora assegurou que estiveram no recinto por "várias horas", durante as quais "vários republicanos não só se negaram a usar uma máscara, mas debocharam dos colegas e o pessoal que as oferecia", continuou. Em sua opinião, estes deputados demonstraram uma "estupidez egoísta" e não deveriam voltar a se sentar em seus assentos. Horas antes, outra representante democrata, Bonnie Watson Coleman, de 75 anos, havia anunciado que estava infectada. Segundo um comunicado de seu gabinete, a legisladora acredita ter sido exposta ao coronavírus "devido aos distúrbios insurrecionais" da quarta-feira passada. O médico do Congresso, Brian Monahan, advertiu os funcionários neste fim de semana que poderiam ter sido expostos ao coronavírus durante o tempo em que permaneceram abrigados da turba de seguidores de Donald Trump, que na quarta-feira passada ocupou por várias horas o Capitólio para evitar a certificação da vitória conquistada por Joe Biden em novembro. Um representante republicano, Jake LaTurner, havia anunciado que testou positivo para o coronavírus na noite de quarta-feira, logo após os incidentes. Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia de Covid-19, com mais de 22 milhões de casos e cerca de 376 mil mortes.