Supostos cúmplices de fuga do empresário Carlos Ghosn são entregues ao Japão

Um veterano das Forças Armadas dos EUA e seu filho são acusados de terem auxiliado Carlos Ghosn a fugir do Japão em 2019. Eles ficarão detidos em uma prisão onde o próprio Ghosn ficou detido. Um dos supostos cúmplices de Carlos Ghosn chega ao Japão, em 2 de março de 2021 Kim Kyung-Hoon/Reuters Dois homens norte-americanos acusados de auxiliar o Carlos Ghosn, executivo brasileiro e ex-presidente da Nissan, a fugir do Japão para o Líbano em dezembro de 2019 foram extraditados de seu país e levados ao Japão nesta terça-feira (2). Veja uma reportagem de 2020 sobre o pedido de extradição dos dois supostos cúmplices. Japão emite mandado de prisão para ex-soldado dos EUA e mais 2 suspeitos por fuga de Ghosn Os acusados são Michael Taylor, ex-membro das forças especiais americanas e que passou a atuar no setor de segurança privada, e seu filho Peter. Eles foram detidos em maio de 2020 na região de Boston pela Justiça americana, com base em uma ordem de prisão japonesa. Há duas semanas, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou um pedido de emergência dos Taylor, o que abriu o caminho para a extradição, decidida em instâncias judiciais prévias. “É um dia triste para a família, e para todos os veteranos que merecem um tratamento melhor de seu país”, disse o advogado Paul Kelly. Peter Taylor foi detido em Boston quando tentava fugir para o Líbano, onde o ex-CEO da Renault-Nissan está refugiado e país que não tem tratado de extradição com o Japão. De acordo com a promotoria japonesa, eles ficarão em uma prisão onde Ghosn já ficou detido. Os dois homens, assim como o libanês George-Antoine Zayek, são acusados pelo Japão de terem ajudado o magnata a escapar da Justiça japonesa durante uma fuga espetacular na noite de 29 de dezembro de 2019. Ghosn estava em prisão domiciliar no Japão, onde seria julgado em abril de 2020 por crimes financeiros. Entre julho e dezembro de 2019, Peter Taylor fez várias viagens ao Japão "e se encontrou com Ghosn pelo menos sete vezes", indicaram os investigadores. De acordo com documentos do tribunal americano, os três homens aparentemente ajudaram Ghosn a se esconder em uma grande caixa preta, que embarcaram em um avião particular. O controle de bagagem não era obrigatório para aquele tipo de aeronave. Veja os vídeos mais assistidos do G1

Supostos cúmplices de fuga do empresário Carlos Ghosn são entregues ao Japão

Um veterano das Forças Armadas dos EUA e seu filho são acusados de terem auxiliado Carlos Ghosn a fugir do Japão em 2019. Eles ficarão detidos em uma prisão onde o próprio Ghosn ficou detido. Um dos supostos cúmplices de Carlos Ghosn chega ao Japão, em 2 de março de 2021 Kim Kyung-Hoon/Reuters Dois homens norte-americanos acusados de auxiliar o Carlos Ghosn, executivo brasileiro e ex-presidente da Nissan, a fugir do Japão para o Líbano em dezembro de 2019 foram extraditados de seu país e levados ao Japão nesta terça-feira (2). Veja uma reportagem de 2020 sobre o pedido de extradição dos dois supostos cúmplices. Japão emite mandado de prisão para ex-soldado dos EUA e mais 2 suspeitos por fuga de Ghosn Os acusados são Michael Taylor, ex-membro das forças especiais americanas e que passou a atuar no setor de segurança privada, e seu filho Peter. Eles foram detidos em maio de 2020 na região de Boston pela Justiça americana, com base em uma ordem de prisão japonesa. Há duas semanas, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou um pedido de emergência dos Taylor, o que abriu o caminho para a extradição, decidida em instâncias judiciais prévias. “É um dia triste para a família, e para todos os veteranos que merecem um tratamento melhor de seu país”, disse o advogado Paul Kelly. Peter Taylor foi detido em Boston quando tentava fugir para o Líbano, onde o ex-CEO da Renault-Nissan está refugiado e país que não tem tratado de extradição com o Japão. De acordo com a promotoria japonesa, eles ficarão em uma prisão onde Ghosn já ficou detido. Os dois homens, assim como o libanês George-Antoine Zayek, são acusados pelo Japão de terem ajudado o magnata a escapar da Justiça japonesa durante uma fuga espetacular na noite de 29 de dezembro de 2019. Ghosn estava em prisão domiciliar no Japão, onde seria julgado em abril de 2020 por crimes financeiros. Entre julho e dezembro de 2019, Peter Taylor fez várias viagens ao Japão "e se encontrou com Ghosn pelo menos sete vezes", indicaram os investigadores. De acordo com documentos do tribunal americano, os três homens aparentemente ajudaram Ghosn a se esconder em uma grande caixa preta, que embarcaram em um avião particular. O controle de bagagem não era obrigatório para aquele tipo de aeronave. Veja os vídeos mais assistidos do G1