Passagem da tocha olímpica pelas ruas de Osaka, no Japão, está proibida

Estuda-se a possibilidade de realizar o revezamento em um parque fechado ao público. Os organizadores dos Jogos disseram que aceitam a proposta. Homem usa máscara ao caminhar nesta quarta-feira (3) diante de painel em Tóquio, no Japão, com Miraitowa, o mascote dos Jogos Olímpicos transferidos para 2021 Kim Kyung-Hoon/Reuters O governador da região administrativa de Osaka, no Japão, proibiu a passagem da chama olímpica dos Jogos de Tóquio-2020 em todas as vias públicas da província, devido à situação sanitária. Coreia do Norte anuncia que não vai participar das Olimpíadas de Tóquio "Pedimos a todos os habitantes da região administrativa de Osaka que evitem qualquer saída que não seja essencial e urgente. Por isso, vamos cancelar, por sua vez, o revezamento da tocha olímpica nas vias públicas", explicou o governador Hirofumi Yoshimura. Japão teme que variantes da Covid-19 provoquem quarta onda antes da Olimpíada Coreia do Norte não participará dos Jogos Olímpicos de Tóquio por receio do coronavírus Yoshimura acrescentou que se estuda a possibilidade de realizar o revezamento em um parque fechado ao público. Os organizadores dos Jogos disseram que aceitam a proposta. O diretor-geral de Tóquio 2020, Toshiro Muto, ressaltou a importância de se realizar o revezamento, apesar de tudo, já que, embora os Jogos "aconteçam em Tóquio, a passagem da chama mostra que pertencem a todo Japão". Em um comunicado, o comitê organizador ressaltou que tomará "todas as medidas necessárias para assegurar um entorno seguro para os portadores da tocha que desejarem correr", e que "nenhum espectador" poderá acompanhar a passagem da chama nos dias que em estiver em Osaka. A corrida de revezamento da tocha olímpica começou em 25 de março em Fukushima e deve atravessar a região administrativa de Osaka em 13 e 14 de abril. Pelo que se viu em outras províncias durante a passagem da tocha, com grandes grupos de pessoas esperando por sua passagem, Yoshimura julgou sua viagem por Osaka "inadequada". "Embora tomemos medidas, a passagem da chama provoca a concentração de pessoas. Os moradores querem vê-la", disse. Yoshimura já havia declarado na sexta-feira que o revezamento da tocha não deveria passar pelas ruas da cidade de Osaka, a terceira mais populosa do Japão, devido ao preocupante aumento de casos de Covid-19. A prefeitura de Osaka registrou um novo recorde de casos diários de Covid-19 nas últimas 24 horas (878), batendo o recorde alcançado na véspera e superando os números de Tóquio (555 positivos na quarta-feira). A tendência é de alta. As autoridades locais em Osaka declararam uma emergência médica na quarta-feira, e medidas similares devem ser adotadas em Tóquio. A pouco mais de 100 dias para as Olimpíadas de Tóquio (23 de julho a 8 de agosto), os organizadores enfrentam cada vez mais dificuldades. Na terça-feira (6), uma competição-teste de polo aquático marcada para esta semana teve de ser adiada, devido às restrições de acesso ao país para visitantes estrangeiros. Com isso, aumentam as dúvidas a respeito dos 17 eventos-teste previstos para antes do início dos Jogos. Na semana passada, a Federação Internacional de Natação (Fina) declarou sua intenção de adiar as seletivas olímpicas que aconteceriam na segunda quinzena de abril no Japão. Veja os vídeos mais assistidos do G1

Passagem da tocha olímpica pelas ruas de Osaka, no Japão, está proibida

Estuda-se a possibilidade de realizar o revezamento em um parque fechado ao público. Os organizadores dos Jogos disseram que aceitam a proposta. Homem usa máscara ao caminhar nesta quarta-feira (3) diante de painel em Tóquio, no Japão, com Miraitowa, o mascote dos Jogos Olímpicos transferidos para 2021 Kim Kyung-Hoon/Reuters O governador da região administrativa de Osaka, no Japão, proibiu a passagem da chama olímpica dos Jogos de Tóquio-2020 em todas as vias públicas da província, devido à situação sanitária. Coreia do Norte anuncia que não vai participar das Olimpíadas de Tóquio "Pedimos a todos os habitantes da região administrativa de Osaka que evitem qualquer saída que não seja essencial e urgente. Por isso, vamos cancelar, por sua vez, o revezamento da tocha olímpica nas vias públicas", explicou o governador Hirofumi Yoshimura. Japão teme que variantes da Covid-19 provoquem quarta onda antes da Olimpíada Coreia do Norte não participará dos Jogos Olímpicos de Tóquio por receio do coronavírus Yoshimura acrescentou que se estuda a possibilidade de realizar o revezamento em um parque fechado ao público. Os organizadores dos Jogos disseram que aceitam a proposta. O diretor-geral de Tóquio 2020, Toshiro Muto, ressaltou a importância de se realizar o revezamento, apesar de tudo, já que, embora os Jogos "aconteçam em Tóquio, a passagem da chama mostra que pertencem a todo Japão". Em um comunicado, o comitê organizador ressaltou que tomará "todas as medidas necessárias para assegurar um entorno seguro para os portadores da tocha que desejarem correr", e que "nenhum espectador" poderá acompanhar a passagem da chama nos dias que em estiver em Osaka. A corrida de revezamento da tocha olímpica começou em 25 de março em Fukushima e deve atravessar a região administrativa de Osaka em 13 e 14 de abril. Pelo que se viu em outras províncias durante a passagem da tocha, com grandes grupos de pessoas esperando por sua passagem, Yoshimura julgou sua viagem por Osaka "inadequada". "Embora tomemos medidas, a passagem da chama provoca a concentração de pessoas. Os moradores querem vê-la", disse. Yoshimura já havia declarado na sexta-feira que o revezamento da tocha não deveria passar pelas ruas da cidade de Osaka, a terceira mais populosa do Japão, devido ao preocupante aumento de casos de Covid-19. A prefeitura de Osaka registrou um novo recorde de casos diários de Covid-19 nas últimas 24 horas (878), batendo o recorde alcançado na véspera e superando os números de Tóquio (555 positivos na quarta-feira). A tendência é de alta. As autoridades locais em Osaka declararam uma emergência médica na quarta-feira, e medidas similares devem ser adotadas em Tóquio. A pouco mais de 100 dias para as Olimpíadas de Tóquio (23 de julho a 8 de agosto), os organizadores enfrentam cada vez mais dificuldades. Na terça-feira (6), uma competição-teste de polo aquático marcada para esta semana teve de ser adiada, devido às restrições de acesso ao país para visitantes estrangeiros. Com isso, aumentam as dúvidas a respeito dos 17 eventos-teste previstos para antes do início dos Jogos. Na semana passada, a Federação Internacional de Natação (Fina) declarou sua intenção de adiar as seletivas olímpicas que aconteceriam na segunda quinzena de abril no Japão. Veja os vídeos mais assistidos do G1