Integrantes do governo temem que fala de Bolsonaro tenha presidente do Banco do Brasil como alvo

Após indicar general para comandar a Petrobras, presidente sinalizou que faria mais trocas nesta semana. André Brandão, que chefia o BB, entrou na mira após a instituição anunciar fechamento de agências. André Brandão durante audiência do Senado em 2015; Edilson Rodrigues/Agência Senado Integrantes do governo temem que a fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no final de semana, de que outras mudanças poderão ocorrer, tenha como alvo o presidente do Banco do Brasil, André Brandão. Como o blog mostrou em janeiro, Brandão entrou na mira de Bolsonaro após o Banco do Brasil anunciar o fechamento de agências dentro de um programa já previsto de reestruturação administrativa. O problema é que o presidente não gostou, e reclamou com Paulo Guedes. O ministro da Economia, no entanto, trabalhou para manter Brandão, junto com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O ministro da economia Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Rio de Janeiro, em outubro de 2019 Mauro Pimentel/AFP Brandão ganhou uma sobrevida, mas integrantes da equipe econômica não acreditam que a insatisfação do presidente com o chefe do BB tenha passado. Por isso, temem que ele ainda esteja na mira do presidente. Assessores de Bolsonaro avaliaram ao blog, inclusive, que o movimento pela permanência de Brandão no mês passado foi maior do que o feito por Castello Branco, que deixará a Petrobras. Nos bastidores do governo, auxiliares presidenciais argumentam que a “máquina presidencial explode” quem não avisa o presidente com antecedência de movimentos que interferiram no aumento de custo de vida da população. No caso do BB, a questão do fechamento de agências e o desemprego; na Petrobras, o preço do combustível e, por fim, a Eletrobras, com o aumento na tarifa de energia. VÍDEOS: Veja os comentários da Andréia Sadi Privatização da Eletrobras No caso da Eletrobras, a equipe econômica torce por um alinhamento com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para colocar o projeto em andamento e, assim, evitar um esvaziamento da agenda de Paulo Guedes. O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), afirmou ao blog nesta segunda-feira (22) que ainda não há consenso sobre a pauta, e que a prioridade do Congresso é o Auxílio Emergencial.

Integrantes do governo temem que fala de Bolsonaro tenha presidente do Banco do Brasil como alvo

Após indicar general para comandar a Petrobras, presidente sinalizou que faria mais trocas nesta semana. André Brandão, que chefia o BB, entrou na mira após a instituição anunciar fechamento de agências. André Brandão durante audiência do Senado em 2015; Edilson Rodrigues/Agência Senado Integrantes do governo temem que a fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no final de semana, de que outras mudanças poderão ocorrer, tenha como alvo o presidente do Banco do Brasil, André Brandão. Como o blog mostrou em janeiro, Brandão entrou na mira de Bolsonaro após o Banco do Brasil anunciar o fechamento de agências dentro de um programa já previsto de reestruturação administrativa. O problema é que o presidente não gostou, e reclamou com Paulo Guedes. O ministro da Economia, no entanto, trabalhou para manter Brandão, junto com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O ministro da economia Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Rio de Janeiro, em outubro de 2019 Mauro Pimentel/AFP Brandão ganhou uma sobrevida, mas integrantes da equipe econômica não acreditam que a insatisfação do presidente com o chefe do BB tenha passado. Por isso, temem que ele ainda esteja na mira do presidente. Assessores de Bolsonaro avaliaram ao blog, inclusive, que o movimento pela permanência de Brandão no mês passado foi maior do que o feito por Castello Branco, que deixará a Petrobras. Nos bastidores do governo, auxiliares presidenciais argumentam que a “máquina presidencial explode” quem não avisa o presidente com antecedência de movimentos que interferiram no aumento de custo de vida da população. No caso do BB, a questão do fechamento de agências e o desemprego; na Petrobras, o preço do combustível e, por fim, a Eletrobras, com o aumento na tarifa de energia. VÍDEOS: Veja os comentários da Andréia Sadi Privatização da Eletrobras No caso da Eletrobras, a equipe econômica torce por um alinhamento com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para colocar o projeto em andamento e, assim, evitar um esvaziamento da agenda de Paulo Guedes. O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), afirmou ao blog nesta segunda-feira (22) que ainda não há consenso sobre a pauta, e que a prioridade do Congresso é o Auxílio Emergencial.