Indiana Bharat fecha acordo para fornecer vacina contra Covid-19 a empresa brasileira

Imunizante será destinado prioritariamente ao setor público, mas haverá também para setor privado. Vacina foi aprovada na Índia para uso emergencial, mas Fase 3 de estudos ainda não foi concluída. Médico com ampola da Covaxin em aplicação experimental na Índia, em foto de 26 de novembro de 2020 Amit Dave/Reuters/Arquivo A farmacêutica indiana Bharat Biotech anunciou nesta terça-feira (12) que assinou um acordo de fornecimento de sua vacina contra a Covid-19 Covaxin para a empresa brasileira Precisa Medicamentos. A quantidade de vacinas disponíveis para o Brasil não foi divulgada, mas a prioridade de abastecimento é para o setor público, por meio de acordo com o governo brasileiro, se ele manifestar interesse. A companhia indiana disse ainda que o fornecimento para clínicas privadas de vacinação no Brasil poderia ocorrer assim que houver uma aprovação do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ao G1, a Precisa detalhou que a Bharat produz quantidades separadas de vacinas para os setores público e privado. Isso significa que a destinação de parte da produção para venda privada não afeta a disponibilidade para o setor público. Segundo a empresa, se o Brasil não consumir as vacinas oferecidas pela Bharat no setor privado, estas serão destinadas para a venda privada em outros países. Na semana passada, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) enviou uma delegação à Índia para negociar a possível compra de doses da Covaxin para serem comercializadas por clínicas privadas. Em uma transmissão em uma rede social, também na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo federal não vai "criar problema" para clínicas privadas comprarem doses de vacinas contra a Covid-19. Procurada, a ABCVAC informou que não tem comentário a fazer sobre o assunto por ora. Indiana Bharat fecha acordo para fornecer vacina contra Covid-19 a empresa brasileira Autorização emergencial A Covaxin recebeu autorização emergencial da agência reguladora de medicamentos da Índia no início deste mês. Ela é produzida no país pelo Instituto Serum, o mesmo responsável pela produção da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca. Especialistas ouvidos pela agência de notícias Reuters criticam a aprovação da Covaxin para o uso emergencial. Isso porque não há dados completos sobre a eficácia da vacina, que está na fase final de testes em humanos, segundo o levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os ensaios clínicos de Fase 3 da Covaxin começaram em novembro de 2020. Segundo o laboratório responsável, mais de 26 mil voluntários indianos fazem parte desta etapa que busca por uma avaliação definitiva da sua eficácia e segurança em maiores populações. Normalmente é apenas depois de concluídos os estudos da terceira e última fase que uma vacina pode receber o registro sanitário. Plataforma da vacina A Covaxin usa vírus inativados. Esta técnica utiliza vírus que foram expostos em laboratório a calor e produtos químicos para não serem capazes de se reproduzir. Infográfico mostra como funciona uma vacina de vírus inativado Arte G1 VÍDEOS com novidades sobre as vacinas

Indiana Bharat fecha acordo para fornecer vacina contra Covid-19 a empresa brasileira

Imunizante será destinado prioritariamente ao setor público, mas haverá também para setor privado. Vacina foi aprovada na Índia para uso emergencial, mas Fase 3 de estudos ainda não foi concluída. Médico com ampola da Covaxin em aplicação experimental na Índia, em foto de 26 de novembro de 2020 Amit Dave/Reuters/Arquivo A farmacêutica indiana Bharat Biotech anunciou nesta terça-feira (12) que assinou um acordo de fornecimento de sua vacina contra a Covid-19 Covaxin para a empresa brasileira Precisa Medicamentos. A quantidade de vacinas disponíveis para o Brasil não foi divulgada, mas a prioridade de abastecimento é para o setor público, por meio de acordo com o governo brasileiro, se ele manifestar interesse. A companhia indiana disse ainda que o fornecimento para clínicas privadas de vacinação no Brasil poderia ocorrer assim que houver uma aprovação do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ao G1, a Precisa detalhou que a Bharat produz quantidades separadas de vacinas para os setores público e privado. Isso significa que a destinação de parte da produção para venda privada não afeta a disponibilidade para o setor público. Segundo a empresa, se o Brasil não consumir as vacinas oferecidas pela Bharat no setor privado, estas serão destinadas para a venda privada em outros países. Na semana passada, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) enviou uma delegação à Índia para negociar a possível compra de doses da Covaxin para serem comercializadas por clínicas privadas. Em uma transmissão em uma rede social, também na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo federal não vai "criar problema" para clínicas privadas comprarem doses de vacinas contra a Covid-19. Procurada, a ABCVAC informou que não tem comentário a fazer sobre o assunto por ora. Indiana Bharat fecha acordo para fornecer vacina contra Covid-19 a empresa brasileira Autorização emergencial A Covaxin recebeu autorização emergencial da agência reguladora de medicamentos da Índia no início deste mês. Ela é produzida no país pelo Instituto Serum, o mesmo responsável pela produção da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca. Especialistas ouvidos pela agência de notícias Reuters criticam a aprovação da Covaxin para o uso emergencial. Isso porque não há dados completos sobre a eficácia da vacina, que está na fase final de testes em humanos, segundo o levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os ensaios clínicos de Fase 3 da Covaxin começaram em novembro de 2020. Segundo o laboratório responsável, mais de 26 mil voluntários indianos fazem parte desta etapa que busca por uma avaliação definitiva da sua eficácia e segurança em maiores populações. Normalmente é apenas depois de concluídos os estudos da terceira e última fase que uma vacina pode receber o registro sanitário. Plataforma da vacina A Covaxin usa vírus inativados. Esta técnica utiliza vírus que foram expostos em laboratório a calor e produtos químicos para não serem capazes de se reproduzir. Infográfico mostra como funciona uma vacina de vírus inativado Arte G1 VÍDEOS com novidades sobre as vacinas