Guedes aposta na votação da PEC emergencial para neutralizar crise da Petrobras

Proposta que abre caminho para novo auxílio emergencial será discutida em Brasília O ministro da Economia, Paulo Guedes, aposta na agenda de reformas para neutralizar a crise gerada com a decisão do presidente Jair Bolsonaro de mudar o comando da Petrobras. Em conversas reservadas, Guedes reconhece os prejuízos provocados pelo episódio. Mas tem argumentado que a votação nesta semana da PEC emergencial (unida à do pacto federativo) será algo muito mais significativo do que a intervenção na Petrobras. Nessa emenda constitucional, haverá a chamada “cláusula de calamidade pública", com os acionamentos de gatilhos para gastos extraordinários. O ministro Paulo Guedes tem ressaltado a necessidade da votação dessa matéria para viabilizar o auxílio emergencial. Segundo relatos ao blog, Guedes disse numa conversa com um interlocutor que essa aprovação pelo Senado será uma conquista mais importante do que o efeito da intervenção na Petrobras. “Estou numa guerra muito maior”, teria dito Guedes, numa sinalização de que fica no governo. “Não vamos dar um tiro no arquiduque”, teria reforçado o ministro, numa referência ao atentando que vitimou o arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do Império Austro-Húngaro, em 1914. O atentado em Sarajevo foi um dos fatores que a desencadearam a Primeira Guerra Mundial. “Temos uma relação de confiança. Até hoje, tem sido assim. Nos momentos decisivos, o presidente sempre me apoiou”, desabafou Guedes para um interlocutor. Mesmo assim, o ministro insiste na agenda de privatizações. E usa esse episódio para reforçar seus argumentos. “Isso acontece em todos os governos. Esse bicho é uma falsificação: Não é tatu e nem cobra”, costuma dizer Guedes. Em conversas recentes, Guedes chegou a ressaltar que há um preço internacional do petróleo. E que será cobrado um preço pela decisão de mudar o comando da Petrobras. Mas explica que o presidente Bolsonaro fez uma opção para mandar um gesto aos caminhoneiros, que foram sua base. Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou ao blog neste domingo que a votação da PEC emergencial/pacto federativo está mantida para esta quinta-feira (25), mesmo com a crise gerada depois do anúncio da mudança no comando da Petrobras. “A pauta está mantida para quinta. Aguardamos a formalização do parecer do Márcio Bittar [relator da PEC] para amanhã [segunda-feira]. Pauta importante para viabilizarmos o auxílio”, disse Pacheco. Para ele, a agenda econômica está blindada e não será afetada pela crise na Petrobras. “O assunto Petrobrás é apartado e não vai interferir na agenda de reformas do Senado”, completou o presidente do Congresso. VÍDEOS: veja mais comentários sobre política

Guedes aposta na votação da PEC emergencial para neutralizar crise da Petrobras
Proposta que abre caminho para novo auxílio emergencial será discutida em Brasília O ministro da Economia, Paulo Guedes, aposta na agenda de reformas para neutralizar a crise gerada com a decisão do presidente Jair Bolsonaro de mudar o comando da Petrobras. Em conversas reservadas, Guedes reconhece os prejuízos provocados pelo episódio. Mas tem argumentado que a votação nesta semana da PEC emergencial (unida à do pacto federativo) será algo muito mais significativo do que a intervenção na Petrobras. Nessa emenda constitucional, haverá a chamada “cláusula de calamidade pública", com os acionamentos de gatilhos para gastos extraordinários. O ministro Paulo Guedes tem ressaltado a necessidade da votação dessa matéria para viabilizar o auxílio emergencial. Segundo relatos ao blog, Guedes disse numa conversa com um interlocutor que essa aprovação pelo Senado será uma conquista mais importante do que o efeito da intervenção na Petrobras. “Estou numa guerra muito maior”, teria dito Guedes, numa sinalização de que fica no governo. “Não vamos dar um tiro no arquiduque”, teria reforçado o ministro, numa referência ao atentando que vitimou o arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do Império Austro-Húngaro, em 1914. O atentado em Sarajevo foi um dos fatores que a desencadearam a Primeira Guerra Mundial. “Temos uma relação de confiança. Até hoje, tem sido assim. Nos momentos decisivos, o presidente sempre me apoiou”, desabafou Guedes para um interlocutor. Mesmo assim, o ministro insiste na agenda de privatizações. E usa esse episódio para reforçar seus argumentos. “Isso acontece em todos os governos. Esse bicho é uma falsificação: Não é tatu e nem cobra”, costuma dizer Guedes. Em conversas recentes, Guedes chegou a ressaltar que há um preço internacional do petróleo. E que será cobrado um preço pela decisão de mudar o comando da Petrobras. Mas explica que o presidente Bolsonaro fez uma opção para mandar um gesto aos caminhoneiros, que foram sua base. Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou ao blog neste domingo que a votação da PEC emergencial/pacto federativo está mantida para esta quinta-feira (25), mesmo com a crise gerada depois do anúncio da mudança no comando da Petrobras. “A pauta está mantida para quinta. Aguardamos a formalização do parecer do Márcio Bittar [relator da PEC] para amanhã [segunda-feira]. Pauta importante para viabilizarmos o auxílio”, disse Pacheco. Para ele, a agenda econômica está blindada e não será afetada pela crise na Petrobras. “O assunto Petrobrás é apartado e não vai interferir na agenda de reformas do Senado”, completou o presidente do Congresso. VÍDEOS: veja mais comentários sobre política