Em posse de Anderson Torres na Justiça, Bolsonaro cita PF e PRF e diz que 'mudanças são naturais'

Para presidente, mudanças deverão adequar Ministério da Justiça aos objetivos traçados pelo novo ministro, que é delegado de Polícia Federal e ex-secretário de Segurança do DF. O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (6), ao discursar na posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, que considera “naturais" eventuais mudanças na pasta. O presidente deu a declaração ao citar a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que estão na estrutura do ministério. Delegado de Polícia Federal e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, Torres assumiu a pasta da Justiça e Segurança Pública no lugar de André Luiz Mendonça, que retornou à chefia da Advocacia-Geral da União (AGU). Bolsonaro cita PF na posse de ministro da Justiça e diz que 'mudanças são naturais' Bolsonaro participou nesta terça de cerimônias de posse de Torres e de outros cinco ministros anunciados na semana passada. O Palácio do Planalto divulgou a transcrição do discurso do presidente após as solenidades, que ocorreram na sala de audiências do palácio, fechadas para a imprensa e sem transmissão pelos canais oficiais do governo. Durante o discurso, Bolsonaro lembrou que Torres é delegado da PF e que o novo ministro tem a “sua própria Polícia Federal” dentro da estrutura da pasta. “Não é fácil, não. É um ministério complicado, mas é um mistério que tem muita responsabilidade. Abaixo de você ali, diretamente subordinado, entre outras, a sua própria Polícia Federal. Se o teu sonho um dia era ser policial, diretor-geral, como é de todo mundo, ser comandante do Exército, né? Faz Academia, atua por ser diretor-geral”, disse o Bolsonaro. Bolsonaro, ainda elogiou o trabalho do atual diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Eduardo Aggio, pouco antes de aludir a eventuais mudanças nos órgãos. "São naturais, as mudanças. E a gente sabe que você [Torres], todas as mudanças que efetuará no seu ministério, é para melhor adequá-lo ao objetivo, o qual você traçou. Você quer o Ministério da Justiça o mais focado possível para o bem de todos em nosso país”, acrescentou o presidente. O presidente Jair Bolsonaro cumprimenta o novo ministro da Justiça, Anderson Torres, durante cerimônia de posse no Palácio do Planalto Marcos Corrêa/PR Polícia Federal Torres é o terceiro ministro da Justiça no governo de Bolsonaro. Antes de Mendonça, o titular da pasta era o ex-juiz Sergio Moro, que saiu do governo após romper politicamente com o presidente, em abril de 2020. Ao deixar o ministério, Moro deu uma entrevista coletiva na qual acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na Polícia Federal. Um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) investiga o caso. O estopim para a saída de Moro foi a intenção de Bolsonaro de substituir o então delegado-geral da PF, Maurício Valeixo, ligado ao ex-ministro. No lugar de Valeixo, Bolsonaro tentou colocar Alexandre Ramagem, diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), mas o ministro Alexandre de Moraes, do STF, barrou a nomeação, em razão da proximidade de Ramagem com a família Bolsonaro. Com isso, foi nomeado para a direção-geral da PF o delegado Rolando Alexandre, no cargo desde então. VÍDEOS: veja mais notícias de política

Em posse de Anderson Torres na Justiça, Bolsonaro cita PF e PRF e diz que 'mudanças são naturais'

Para presidente, mudanças deverão adequar Ministério da Justiça aos objetivos traçados pelo novo ministro, que é delegado de Polícia Federal e ex-secretário de Segurança do DF. O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (6), ao discursar na posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, que considera “naturais" eventuais mudanças na pasta. O presidente deu a declaração ao citar a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que estão na estrutura do ministério. Delegado de Polícia Federal e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, Torres assumiu a pasta da Justiça e Segurança Pública no lugar de André Luiz Mendonça, que retornou à chefia da Advocacia-Geral da União (AGU). Bolsonaro cita PF na posse de ministro da Justiça e diz que 'mudanças são naturais' Bolsonaro participou nesta terça de cerimônias de posse de Torres e de outros cinco ministros anunciados na semana passada. O Palácio do Planalto divulgou a transcrição do discurso do presidente após as solenidades, que ocorreram na sala de audiências do palácio, fechadas para a imprensa e sem transmissão pelos canais oficiais do governo. Durante o discurso, Bolsonaro lembrou que Torres é delegado da PF e que o novo ministro tem a “sua própria Polícia Federal” dentro da estrutura da pasta. “Não é fácil, não. É um ministério complicado, mas é um mistério que tem muita responsabilidade. Abaixo de você ali, diretamente subordinado, entre outras, a sua própria Polícia Federal. Se o teu sonho um dia era ser policial, diretor-geral, como é de todo mundo, ser comandante do Exército, né? Faz Academia, atua por ser diretor-geral”, disse o Bolsonaro. Bolsonaro, ainda elogiou o trabalho do atual diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Eduardo Aggio, pouco antes de aludir a eventuais mudanças nos órgãos. "São naturais, as mudanças. E a gente sabe que você [Torres], todas as mudanças que efetuará no seu ministério, é para melhor adequá-lo ao objetivo, o qual você traçou. Você quer o Ministério da Justiça o mais focado possível para o bem de todos em nosso país”, acrescentou o presidente. O presidente Jair Bolsonaro cumprimenta o novo ministro da Justiça, Anderson Torres, durante cerimônia de posse no Palácio do Planalto Marcos Corrêa/PR Polícia Federal Torres é o terceiro ministro da Justiça no governo de Bolsonaro. Antes de Mendonça, o titular da pasta era o ex-juiz Sergio Moro, que saiu do governo após romper politicamente com o presidente, em abril de 2020. Ao deixar o ministério, Moro deu uma entrevista coletiva na qual acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na Polícia Federal. Um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) investiga o caso. O estopim para a saída de Moro foi a intenção de Bolsonaro de substituir o então delegado-geral da PF, Maurício Valeixo, ligado ao ex-ministro. No lugar de Valeixo, Bolsonaro tentou colocar Alexandre Ramagem, diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), mas o ministro Alexandre de Moraes, do STF, barrou a nomeação, em razão da proximidade de Ramagem com a família Bolsonaro. Com isso, foi nomeado para a direção-geral da PF o delegado Rolando Alexandre, no cargo desde então. VÍDEOS: veja mais notícias de política