BTG firma acordo para comprar participação da Caixa no Banco Pan por R$ 3,7 bilhões

O acordo transforma o BTG no único controlador do Pan e pretende fazer dele um complemento de sua estratégia digital. O BTG Pactual firmou acordo por meio do qual comprará 100% da participação remanescente da Caixa Econômica Federal (Caixa) no Banco Pan por R$ 3,7 bilhões, conforme fato relevante divulgado pelo banco estatal. O acordo transforma o BTG no único controlador do Pan, que pretende fazer dele um complemento de sua estratégia digital. Serão adquiridas 323.429.996 ações ordinárias por R$ 11,42. A Caixa chegou a anunciar que realizaria uma oferta de ações na bolsa, mas havia um processo de "dual track" e, no dia 31 de março, o BTG enviou proposta para adquirir a totalidade dos papéis, segundo a instituição estatal. O BTG tinha direito de preferência para a compra das ações e, caso fosse à bolsa, cogitava adquirir apenas a fatia necessária para ter o controle. A Caixa já havia vendido em bolsa a totalidade das ações preferenciais do Pan, considerado um ativo não estratégico para o banco estatal. A primeira venda foi realizada em setembro de 2019, a R$ 8,43 por ação. Com a venda das ON, a Caixa terá lucro líquido estimado em R$ 1,601 bilhão. Somadas, todas as etapas de desinvestimento no Pan representam lucro de R$ 2,024 bilhões para o banco estatal, além da redução de exigência de capital regulatório. Crise no Panamericano O BTG comprou 36,64% do então chamado Banco Panamericano em 2011, por R$ 450 milhões. A operação ocorreu a instituição, que pertencia ao grupo Silvio Santos, receber um aporte do Fundo Garantidor de Crédito, tendo os bens do grupo como garantia, depois que o BC identificou um rombo nas contas do banco. Em 2009, o Panamericano já tivera 49% do capital votante e 35% do capital total vendido para o banco estatal Caixa Econômica Federal em dezembro de 2009, por R$ 739,2 milhões. Em 2017, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal afirmaram que a compra havia sido embasada por uma série de "maquiagens" nos balanços do banco. Segundo a apuração desses órgãos, pelo menos R$ 3,8 bilhões tiveram que ser injetados no banco, no ano seguinte, para cobrir o rombo que tinha sido ocultado durante a venda.

BTG firma acordo para comprar participação da Caixa no Banco Pan por R$ 3,7 bilhões
O acordo transforma o BTG no único controlador do Pan e pretende fazer dele um complemento de sua estratégia digital. O BTG Pactual firmou acordo por meio do qual comprará 100% da participação remanescente da Caixa Econômica Federal (Caixa) no Banco Pan por R$ 3,7 bilhões, conforme fato relevante divulgado pelo banco estatal. O acordo transforma o BTG no único controlador do Pan, que pretende fazer dele um complemento de sua estratégia digital. Serão adquiridas 323.429.996 ações ordinárias por R$ 11,42. A Caixa chegou a anunciar que realizaria uma oferta de ações na bolsa, mas havia um processo de "dual track" e, no dia 31 de março, o BTG enviou proposta para adquirir a totalidade dos papéis, segundo a instituição estatal. O BTG tinha direito de preferência para a compra das ações e, caso fosse à bolsa, cogitava adquirir apenas a fatia necessária para ter o controle. A Caixa já havia vendido em bolsa a totalidade das ações preferenciais do Pan, considerado um ativo não estratégico para o banco estatal. A primeira venda foi realizada em setembro de 2019, a R$ 8,43 por ação. Com a venda das ON, a Caixa terá lucro líquido estimado em R$ 1,601 bilhão. Somadas, todas as etapas de desinvestimento no Pan representam lucro de R$ 2,024 bilhões para o banco estatal, além da redução de exigência de capital regulatório. Crise no Panamericano O BTG comprou 36,64% do então chamado Banco Panamericano em 2011, por R$ 450 milhões. A operação ocorreu a instituição, que pertencia ao grupo Silvio Santos, receber um aporte do Fundo Garantidor de Crédito, tendo os bens do grupo como garantia, depois que o BC identificou um rombo nas contas do banco. Em 2009, o Panamericano já tivera 49% do capital votante e 35% do capital total vendido para o banco estatal Caixa Econômica Federal em dezembro de 2009, por R$ 739,2 milhões. Em 2017, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal afirmaram que a compra havia sido embasada por uma série de "maquiagens" nos balanços do banco. Segundo a apuração desses órgãos, pelo menos R$ 3,8 bilhões tiveram que ser injetados no banco, no ano seguinte, para cobrir o rombo que tinha sido ocultado durante a venda.