Alexei Navalny, político de oposição a Vladimir Putin, está em greve de fome e perde sensibilidade nas mãos, segundo advogados

O ativista acusa a administração penitenciária de negar-lhe acesso a um médico e 'torturá-lo' ao acordá-lo à noite. Ele já havia afirmado que sofria de fortes dores nas costas e perdido a sensibilidade nas pernas. Alexei Navalny antes de audiência sobre a sua prisão em 20 de fevereiro de 2021 em um tribunal de Moscou Maxim Shemetov/Reuters Alexei Navalny, o político de oposição a Vladimir Putin, da Rússia, está preso em uma colônia penitenciária, doente, em greve de fome e perdeu a sensibilidade nas mãos e sua saúde piorou, disseram seus advogados nesta quarta-feira (7). Navalny, de 44 anos, anunciou em 31 de março que decidiu parar de se alimentar para protestar contra suas condições de detenção no campo de Pokrov, a 100 quilômetros de Moscou, considerado um dos mais severos do país. Alexey Navalny sai da prisão para enfermaria após apresentar febre alta e tosse O ativista acusa a administração penitenciária de negar-lhe acesso a um médico e "torturá-lo" ao acordá-lo à noite. Ele já havia afirmado que sofria de fortes dores nas costas e perdido a sensibilidade nas pernas. Sua advogada, Olga Mikhailova, que o visitou nesta quarta, disse que ele continua com a greve de fome, apesar de estar com tosse e febre. "Sua aparência é ruim e não está se sentindo bem. Ninguém pretende curá-lo", declarou, especificando que o opositor pesa agora 80 quilos, cinco a menos do que quando iniciou a greve de fome. Outro de seus advogados, Vadim Kobzev, declarou em uma rede social que Navalny perde "um quilo todos os dias" e que sente dores ao caminhar. "A doença está progredindo claramente em termos de perda de sensibilidade nas pernas e nas mãos", escreveu ele. Reação dos EUA Neste contexto, o governo dos Estados Unidos expressou hoje preocupação com os relatos de deterioração da saúde do opositor. "Estamos preocupados com os relatos de que a saúde de Navalny está piorando", disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, acrescentando que Washington considera a prisão do adversário como "politicamente motivada e grosseiramente injusta". Parente e amigos de Navalny exigem que ele seja transferido para um hospital. A preocupação de seus apoiadores é ainda maior porque o opositor sobreviveu por pouco a um envenenamento em agosto, pelo qual culpou o Kremlin. Um grupo de médicos, incluindo a médica pessoal de Navalny, Anastasia Vasilieva, se reuniu em frente à colônia de Pokrov na terça-feira para exigir informações sobre sua saúde, mas a polícia os prendeu. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que Alexei Navalny é um prisioneiro como qualquer outro e que não deve beneficiar de nenhum tratamento favorável. Navalny voltou à Rússia em janeiro, após cinco meses de convalescença na Alemanha, e foi imediatamente preso e condenado a dois anos e meio de prisão por um antigo caso de fraude que ele considera político. Veja os vídeos mais assistidos do G1

Alexei Navalny, político de oposição a Vladimir Putin, está em greve de fome e perde sensibilidade nas mãos, segundo advogados

O ativista acusa a administração penitenciária de negar-lhe acesso a um médico e 'torturá-lo' ao acordá-lo à noite. Ele já havia afirmado que sofria de fortes dores nas costas e perdido a sensibilidade nas pernas. Alexei Navalny antes de audiência sobre a sua prisão em 20 de fevereiro de 2021 em um tribunal de Moscou Maxim Shemetov/Reuters Alexei Navalny, o político de oposição a Vladimir Putin, da Rússia, está preso em uma colônia penitenciária, doente, em greve de fome e perdeu a sensibilidade nas mãos e sua saúde piorou, disseram seus advogados nesta quarta-feira (7). Navalny, de 44 anos, anunciou em 31 de março que decidiu parar de se alimentar para protestar contra suas condições de detenção no campo de Pokrov, a 100 quilômetros de Moscou, considerado um dos mais severos do país. Alexey Navalny sai da prisão para enfermaria após apresentar febre alta e tosse O ativista acusa a administração penitenciária de negar-lhe acesso a um médico e "torturá-lo" ao acordá-lo à noite. Ele já havia afirmado que sofria de fortes dores nas costas e perdido a sensibilidade nas pernas. Sua advogada, Olga Mikhailova, que o visitou nesta quarta, disse que ele continua com a greve de fome, apesar de estar com tosse e febre. "Sua aparência é ruim e não está se sentindo bem. Ninguém pretende curá-lo", declarou, especificando que o opositor pesa agora 80 quilos, cinco a menos do que quando iniciou a greve de fome. Outro de seus advogados, Vadim Kobzev, declarou em uma rede social que Navalny perde "um quilo todos os dias" e que sente dores ao caminhar. "A doença está progredindo claramente em termos de perda de sensibilidade nas pernas e nas mãos", escreveu ele. Reação dos EUA Neste contexto, o governo dos Estados Unidos expressou hoje preocupação com os relatos de deterioração da saúde do opositor. "Estamos preocupados com os relatos de que a saúde de Navalny está piorando", disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, acrescentando que Washington considera a prisão do adversário como "politicamente motivada e grosseiramente injusta". Parente e amigos de Navalny exigem que ele seja transferido para um hospital. A preocupação de seus apoiadores é ainda maior porque o opositor sobreviveu por pouco a um envenenamento em agosto, pelo qual culpou o Kremlin. Um grupo de médicos, incluindo a médica pessoal de Navalny, Anastasia Vasilieva, se reuniu em frente à colônia de Pokrov na terça-feira para exigir informações sobre sua saúde, mas a polícia os prendeu. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que Alexei Navalny é um prisioneiro como qualquer outro e que não deve beneficiar de nenhum tratamento favorável. Navalny voltou à Rússia em janeiro, após cinco meses de convalescença na Alemanha, e foi imediatamente preso e condenado a dois anos e meio de prisão por um antigo caso de fraude que ele considera político. Veja os vídeos mais assistidos do G1