Abin nega ter feito relatório para orientar defesa do senador Flávio Bolsonaro

Em dezembro, reportagem da revista 'Época' afirmou que defesa do senador recebeu orientação no caso das 'rachadinhas'. Versão do governo é que servidor deu informações falsas à imprensa. Abin nega ter orientado defesa de Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) disseram nesta quarta-feira (7), após analisarem uma sindicância interna da agência, que não houve produção de relatórios para orientar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). A notícia de que relatórios feitos na Abin foram repassados para os advogados que defendem o senador no caso das rachadinhas foi publicada em dezembro do ano passado, pela revista "Época". Além de negar a produção do material, o GSI disse ainda que a sindicância interna apontou que “há fortes indícios da participação de um servidor, que falseou a verdade e repassou informações à imprensa”. A Abin é vinculada ao GSI. “Auditoria, realizada na base de dados da Agência, afasta, por completo, qualquer possibilidade de confecção dos relatórios divulgados", completou o GSI. Em uma rede social, Ramagem, que é delegado da Polícia Federal, amigo dos filhos de Bolsonaro e cuidou da segurança do presidente até a posse, publicou um comentário e um vídeo com informações sobre as apurações internas do caso. "Apuração confirma que Abin não é autora de relatórios para auxiliar defesa de senador", escreveu Ramagem, que não apresentou os documentos da sindicância. Segundo o diretor-geral, as reportagens resultaram em sindicâncias, com auxílio da Controladoria-Geral da União, que concluíram que não houve qualquer consulta de base de dados do sistema da Abin sobre os temas citados nos supostos relatórios. "Nenhum tema sobre o assunto, nenhum servidor da Abin em exercício aqui consultou, teve acesso a essas pessoas vinculadas a esses relatórios, pessoas físicas e jurídicas", disse Ramagem. "Isso demonstra claramente, pelo trabalho que foi apurado de fatos, que não foi construído nada aqui dentro da Abin, nem consultado nada aqui dentro da Abin desses assuntos que se levaram", acrescentou. Cármen Lúcia manda PGR apurar supostos relatórios da Abin para Flávio Bolsonaro Buscas da PF Segundo o GSI, o material da sindicância foi repassado à Polícia Federal, que realizou na terça-feira (6) busca e apreensão no local de trabalho e na residência do servidor, que prestou depoimento. O GSI ainda informou que a corregedoria da Abin afastou o servidor e abriu processo administrativo disciplinar. VÍDEOS: veja mais notícias de política

Abin nega ter feito relatório para orientar defesa do senador Flávio Bolsonaro
Em dezembro, reportagem da revista 'Época' afirmou que defesa do senador recebeu orientação no caso das 'rachadinhas'. Versão do governo é que servidor deu informações falsas à imprensa. Abin nega ter orientado defesa de Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) disseram nesta quarta-feira (7), após analisarem uma sindicância interna da agência, que não houve produção de relatórios para orientar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). A notícia de que relatórios feitos na Abin foram repassados para os advogados que defendem o senador no caso das rachadinhas foi publicada em dezembro do ano passado, pela revista "Época". Além de negar a produção do material, o GSI disse ainda que a sindicância interna apontou que “há fortes indícios da participação de um servidor, que falseou a verdade e repassou informações à imprensa”. A Abin é vinculada ao GSI. “Auditoria, realizada na base de dados da Agência, afasta, por completo, qualquer possibilidade de confecção dos relatórios divulgados", completou o GSI. Em uma rede social, Ramagem, que é delegado da Polícia Federal, amigo dos filhos de Bolsonaro e cuidou da segurança do presidente até a posse, publicou um comentário e um vídeo com informações sobre as apurações internas do caso. "Apuração confirma que Abin não é autora de relatórios para auxiliar defesa de senador", escreveu Ramagem, que não apresentou os documentos da sindicância. Segundo o diretor-geral, as reportagens resultaram em sindicâncias, com auxílio da Controladoria-Geral da União, que concluíram que não houve qualquer consulta de base de dados do sistema da Abin sobre os temas citados nos supostos relatórios. "Nenhum tema sobre o assunto, nenhum servidor da Abin em exercício aqui consultou, teve acesso a essas pessoas vinculadas a esses relatórios, pessoas físicas e jurídicas", disse Ramagem. "Isso demonstra claramente, pelo trabalho que foi apurado de fatos, que não foi construído nada aqui dentro da Abin, nem consultado nada aqui dentro da Abin desses assuntos que se levaram", acrescentou. Cármen Lúcia manda PGR apurar supostos relatórios da Abin para Flávio Bolsonaro Buscas da PF Segundo o GSI, o material da sindicância foi repassado à Polícia Federal, que realizou na terça-feira (6) busca e apreensão no local de trabalho e na residência do servidor, que prestou depoimento. O GSI ainda informou que a corregedoria da Abin afastou o servidor e abriu processo administrativo disciplinar. VÍDEOS: veja mais notícias de política